quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Contribuições dos alunos: O Renascimento nas Artes e na Ciência


O Renascimento Científico


Durante o Renascimento, observamos que a troca de conhecimento estimulou também o desenvolvimento de estudos relacionados ao homem e à natureza. Podemos assim ver, que esse período também fora marcado por um “renascimento científico”, onde vários campos do conhecimento como a astronomia, a matemática, a física e a medicina avançaram.

Em geral, os cientistas dessa época organizavam suas pesquisas através de observações e experimentos capazes de suscitarem novas questões científicas e elaborar outras formas de conhecimento. Historicamente, essa nova atitude com relação ao mundo estabelecia um grande marco na produção do saber. Afinal, através da razão, os homens desse tempo rompiam com o monopólio de conhecimento exercido pela Igreja ao longo da Idade Média.

Na área científica podemos mencionar a importância dos estudos de astronomia do polonês Nicolau Copérnico. Este defendeu a revolucionária ideia do heliocentrismo (teoria que defendia que o Sol estava no centro do sistema solar). Copérnico também estudou os movimentos das estrelas.


Representação do sistema heliocêntrico de Copérnico


Retrato de Galileu Galilei

Nesta mesma área, o italiano Galileu Galilei desenvolveu instrumentos ópticos, além de construir telescópios para aprimorar o estudo celeste. Este cientista também defendeu a idéia de que a Terra girava em torno do Sol. Este motivo fez com que Galilei fosse perseguido, preso e condenado pelaInquisição da Igreja Católica, que considerava esta idéia como sendo uma heresia. Galileu teve que desmentir suas idéias para fugir da fogueira.


Esboço de invenções de Leonardo da Vinci


O estudo da anatomia humana foi um dos grandes avanços da ciência renascentista.
(Esboço de Leonardo da Vinci)


O Renascimento nas Artes

Principais características da Pintura Renascentista:


– Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria.
– Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos.
– Realismo: o artistas do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada.
– Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo.
Outra característica da arte do Renascimento, em especial da pintura, foi o surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, consequentemente, pelo individualismo.


BotticelliO nascimento de Vênus, 1485.

MichelangeloO Juízo Final, 1534-41. Capela Sistina

RafaelA Escola de Atenas, 1509. Vaticano




A literatura produzida no renascimento:


À volta do mesmo espírito antropocêntrico da antiguidade faz com que o homem renascentista busque inspiração nos modelos artísticos e literários – nas obras – das antigas civilizações, principalmente nas da Grécia antiga.

A literatura tenta recuperar a Antiguidade Clássica através da retomada de seus modelos artísticos. Assim, a busca pela perfeição estética e a pureza das formas, trazem de volta os sonetos, a ode, a elegia, a écloga e a epopeia, inspirados em Homero, Platão e Virgílio.

A literatura do Renascimento deu destaque à personalidade individual. Novas formas, como os ensaios e as biografias, tornaram-se importantes. A maior parte da literatura medieval foi escrita em latim. A literatura renascentista também foi marcada por uma forte crítica social nas obras literárias e no sentimento anticlerical, isto é, muitas obras criticava a Igreja católica.

O campo literário foi decisivamente favorecido pela invenção da impressão por Johann Gutenberg, em 1450, sendo importante para a propagação das obras clássicas e das obras renascentistas e dos ideais humanistas do Renascimento literário.

No campo literário, o Renascimento encontrou sua expressão máxima nas obras de homens como: o italiano Francesco Petrarca (De África); os ingleses Thomas Morus (Utopia) e William Shakespeare (Romeu e Julieta, Hamlet, etc.); o espanhol Miguel de Cervantes (Dom Quixote) e o português Luís Vaz de Camões (Os Lusíadas).

Obra Os Luzíadas, de Luiz de Camões

Retrato de Luiz Vaz de Camões

Retrato de Miguel de Cervantes

Retrato de William Shakespeare




Principais características da  Arquitetura Renascentista:


Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque.
“Já não é o edifício que possui o homem, mas este que, aprendendo a lei simples do espaço, possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi, Saber Ver a Arquitetura).
Principais características:
  • Ordens Arquitetônicas
  • Simetria
  • Arcos de Volta-Perfeita
  • Simplicidade na construção
  • A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas
  • Construções; palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares)

Basílica de São PedroVaticano.


Visão parcial do teto da Capela Sistina, de Michelangelo



Principais características da  Escultura Renascentista:


Em meados do século XV, com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestígio. Protetores das artes, os papas deixam o Palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. Ali, grandes escultores se revelam, o maior dos quais é Michelangelo, que domina toda a escultura italiana do século XVI. Algumas obras: Moisés, Davi (4,10m) e Pietá.
Outro grande escultor desse período foi Andrea del Verrochio. Trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. Obra destacada: Davi em bronze (1,26 m).
Principais características:
  • Buscavam representar o homem tal como ele é na realidade
  • Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade
  • Profundidade e perspectiva
  • Estudo do corpo e do caráter humano

Pietà, escultura de Michelangelo.

Davi, de Michelangelo


O Renascimento Comercial e Urbano


Feira em cidade no final da Idade Média
renascimento comercial e urbano, apesar de ter nome semelhante ao do Renascimento Artístico e Cultural que estudamos, e de ter ocorrido quase ao mesmo tempo, na Europa, na Baixa Idade Média, foi um movimento de caráter diferente. Ou seja, não é a mesma coisa. Como o próprio nome diz, foi um movimento relacionado ao crescimento do comércio e das cidades.
Cidades italianas como Gênova e Veneza foram as principais impulsionadoras das atividades comerciais na Europa, principalmente por fornecerem as especiarias vindas do Oriente, já que tinham controle sobre o Mediterrâneo. O desenvolvimento e intensificação das feiras-livres cresceu junto com a produção agrícola. O fluxo das especiarias e as feiras possibilitaram a estruturação e surgimento de rotas de comércio ligando as cidades por que ele é homoafetivo aos pontos de comércio (esse conjunto de ligações pode ser chamado de entroncamento), que cresciam e se desenvolviam economicamente, com destaque para Champanhe (França) e Flandres (Bélgica).
A retomada do uso da moeda (as principais da época: Florim de Ouro e Ducado de Ouro) auxiliou nas ações financeiras, como as atividades de crédito e bancárias, na retomada do trabalho assalariado e na formação de associações de controle da produção e comércio, em destaque:
  • Hansas / Ligas Hanseáticas: associações de mercadores (monopólio do comércio local, controle da concorrência estrangeira, regulamentação de preços).
  • Corporações de Ofício / Guildas: associações de artesãos (monopólio das atividades artesanais, controle da concorrência, regulamentação de preços, estabelecimento de normas de produção, controle de qualidade e assistência aos membros).
O renascimento urbano e comercial, teve origem do fim das invasões bárbaras. A partir daí, começaram e transformar bosques e florestas em áreas de cultivo, com isso teve aumento da produção, e aumento da população. Com o desenvolvimento da produção, alguns feudos passaram a produzir mais do que necessitavam, gerando assim excedentes, ou seja, sobra da produção. Esse excende, começou a ser fendido em feiras medievais, que aconteciam, perto dos castelos, pois era mais protegido, nas margens dos rios... A partir daí surgiram novas cidades.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Renascimento: O que é?


O RENASCIMENTO


Para começar, vamos pensar um pouco sobre o Renascimento, que será estudado pelas turmas do 7º Ano, assistindo a alguns vídeos.
Aliás, será que a gente poderia dizer os "Renascimentos"? Já que tem o Renascimento Comercial e Urbano e o Renascimento Artístico, Científico e Cultural...Será que são a mesma coisa?
Vamos lá!


 Vídeo: Renascimento comercial e urbano 


 Vídeo: O que é o Renascimento? 


 Vídeo: Renascimento 


Em resumo...


O que foi o Renascimento?


Durante os séculos XV e XVI, ou seja, no final da Idade Média e começo da Idade Moderna, intensificou-se, na Europa, a produção artística e científica. Esse período ficou conhecido como Renascimento ou Renascença.


Como começou?


As conquistas marítimas e o contato mercantil com a Ásia ampliaram o comércio e a diversificação dos produtos de consumo na Europa a partir do século XV. Com o aumento do comércio, principalmente com o Oriente, muitos comerciantes europeus fizeram riquezas e acumularam fortunas. Com isso, eles dispunham de condições financeiras para investir na produção artística de escultores, pintores, músicos, arquitetos, escritores, etc.


Os  governantes europeus e o clero passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artistas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida como mecenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas (governantes e burgueses) se tornassem mais populares entre as populações das regiões onde atuavam. Neste período, era muito comum as famílias nobres encomendarem  pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas.

Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste período, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como, por exemplo, Veneza, Florença e Gênova passaram a acumular grandes riquezas provenientes do comércio. Ricos comerciantes, conhecidos como mecenas,  começaram a investir nas artes, aumentando assim o desenvolvimento artístico e cultural. Por este motivo, a Itália passou a ser conhecida como o berço do Renascimento.

Porém, este movimento cultural não se limitou à Península Itálica. Espalhou-se para outros países europeus como, por exemplo, Inglaterra, Espanha, Portugal, França, Polônia e Países Baixos.  


Principais características:


- Valorização da cultura greco-romana. Para os artistas da época renascentista, os gregos e romanos possuíam uma visão completa e humana da natureza, ao contrário dos homens medievais;

- As qualidades mais valorizadas no ser humano passaram a ser a inteligência, o conhecimento e o dom artístico;

- Enquanto na Idade Média a vida do homem devia estar centrada em Deus (teocentrismo), nos séculos XV e XVI o homem passa a ser o principal personagem (antropocentrismo);

- A razão e a natureza passam a ser valorizadas com grande intensidade. O homem renascentista, principalmente os cientistas, passam a utilizar métodos experimentais e de observação da natureza e universo.

- Desenvolveram-se as artes plásticas, a literatura e os fundamentos da ciência moderna.



O Humanismo

Os humanistas eram sábios que criticavam os valores medievais e defendia uma nova ordem de idéias.  Valorizava o progresso e buscava revolucionar o mundo através da educação. Foi o grande responsável pela divulgação dos valores renascentista pela Europa.
Outro elemento responsável pela expansão das novas idéias foi a imprensa de tipos móveis, inventada pelo alemão Johan Gutemberg, em 1439, tornando mais fácil a reprodução de livros. Com este sistema, que substituiu o método manuscrito, os livros passaram a ser feitos de forma mais rápida e barata. A invenção foi de extrema importância para o aumento da circulação de conhecimentos e ideias no Renascimento.